Confraria Mineira marca presença no Festival da Cachaça, Cultura e Sabores de Paraty
21 agosto

Confraria Mineira marca presença no Festival da Cachaça, Cultura e Sabores de Paraty

Na sua 35° edição, o Festival da Cachaça de Paraty é um dos mais tradicionais,  voltados p

Fábio e Norival Carneiro da Engenho D´Ouro

ara cachaça, no Brasil. Apesar desta longevidade, o evento não perde de vista atualizações importantes.

Um exemplo disso foi a alteração do nome, conhecida anteriormente como “Festival da Pinga”, a substituição do termo”Pinga” por “Cachaça” vai ao encontro dos esforços de valorização do nobre destilado brasileiro.

O Confrade Fábio Campos representou a CONFALA no evento. Além de apresentar a Confraria, degustar e conhecer a história de várias cachaças fluminense, o contato propiciou a parceria com as Cachaças  Coqueiro e Engenho D`Ouro.  A ideia é dedicar futuras reuniões da confraria para degustação destes rótulos. “Foi muito bacana ter esse contato

Fábio e Eduardo Mello da Cachaça Coqueiro

com produtores de cachaça do Rio. São bebidas feitas com extrema qualidade. Fui muito bem recebido e todos que conversei reconhecem e valorizam as ações promovidas pelas Confrarias.” – destacou Fabio.

No século XVI o Brasil já estava vivendo o ciclo da cana-de-açúcar. A vinda de mudas de  cana de São Vicente-SP para Paraty-RJ objetivava a expansão desta monocultura. Contudo, o clima da região não se mostrou favorável e a aplicação alternativa encontrada para uso da cana foi a produção de cachaça.

De onde surgiu a tradição de produzir cachaça em Paraty

Utilizada como moeda de troca no comercio de escravos a cachaça rapidamente ganhou protagonismo econômico na região. Ao ponto de ser o estopim de uma das mais importantes revoltas do século XVII, a Revolta da Cachaça. Cuja origem foi a tentativa da Coroa Portuguesa de forçar o consumo da Bagaceira, destilado de origem lusitana, em detrimento da nossa cachaça.

A logística de Paraty também era ideal para comércio da cachaça no mercado interno. Ligada pela Estrada Real, antes mesmo de Minas ganhar protagonismo na fabricação do destilado, Paraty já enviava o nobre produto para consumo em importantes regiões extrativistas da época, como Ouro Preto.

E aqui temos um fato curioso, antes de Minas ser reconhecido como o principal Estado fabricante de cachaça de alambique, foi o Rio de Janeiro quem nos abasteceu. 

 

 

 

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